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Psicanálise

Fono

Dúvidas frequentes

Até quando é normal uma criança falar errado?

Não existe uma idade fixa que delimite o que é ou não é normal quando o que está em questão é a fala. O importante é observar se a fala da criança tem se modificado e melhorado com o passar dos meses, mesmo que atrasada em relação a outras crianças da mesma idade. Caso a fala não se modifique, mantendo-se num padrão alterado e comece a preocupar os pais, é aconselhável uma avaliação, que deve ser realizada por um fonoaudiólogo especializado em linguagem. Caso o atraso da fala aconteça juntamente com outros comportamentos que causem preocupação, o psicanalista poderá avaliar a criança.

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Chupeta faz mal?

A chupeta não faz mal desde que usada com critério. Como diz o nome, a chupeta é para ser “chupada”, com o objetivo de saciar esta necessidade tão forte no primeiro ano de vida. Assim, a chupeta pode ser oferecida ao bebê nos momentos em que ele está inquieto, choramingando e o peito não pode ser dado – seja porque a criança já está alimentada, seja porque a mãe não pode oferecê-lo naquele momento. É importante que seja uma chupeta ortodôntica e que os pais não tenham uma atitude passiva diante da chupeta, retirando da criança assim que ela adormecer ou se acalmar.

Se usada em excesso e transformar-se em um objeto que fica na boca sem ser chupado, a chupeta será prejudicial, já que levará ao posicionamento inadequado da língua e dos lábios, com prejuízos para o correto desenvolvimento buco-facial.

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Até quando uma criança pode usar a mamadeira?

O uso da mamadeira entra na vida da criança na substituição do peito e o momento que isso ocorre varia bastante de acordo com a dinâmica da família. Apesar do seu uso ser somente enquanto toma o leite ou suco, muitas vezes ela adquire um valor sentimental já que “tomar o leitinho”, ou “tomar o tetê” como se costuma dizer, torna-se parte de um ritual prazeroso, associado ao momento de dormir, de acordar, de relaxar. Então, mesmo quando a criança já sabe tomar os líquidos no copo, continua fazendo uso da mesma. É importante que os pais estejam cientes de que o uso da mamadeira não deverá ser prolongado, já que além de poder alterar a postura da língua e dos dentes, é “coisa de bebê”, conflitando com outras expectativas com relação à criança como falar corretamente, não usar mais fraldas, etc. Portanto, assim que a criança já tem condições de tomar o liquido no copo, mesmo que com o canudo, a mamadeira já deve ser substituída.

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Minha voz sempre foi rouca, preciso de fono?

É importante investigar a causa da rouquidão com um médico otorrinolaringologista para possíveis condutas, há casos de crianças que nascem roucas em função de algum edema ou alteração laríngea. Nem sempre há necessidade de terapia fonoaudiológica, mas se as demandas vocais diárias produzem pioras na voz, com falhas frequentes ou mesmo uma voz muito fraca, então pode ser necessário o tratamento.

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Meu filho começou a gaguejar. O que que eu faço?

É importante considerar que a aquisição da fala pela criança não é um processo de desenvolvimento linear, em que habilidades mais complexas substituem definitivamente as mais simples. Imaginamos que seja assim, mas não é. A fala da criança pode começar mais arrumadinha, com menos erros e depois entrar numa fase de maior desorganização, contendo erros que não apareciam antes. Do mesmo modo, a criança pode nunca ter “gaguejado” e de uma hora para outra apresentar hesitações para falar, às vezes até associadas a certo esforço corporal. Assim como o erro faz parte da aquisição da linguagem, as alterações na fluência também fazem: mais em umas crianças, menos em outras. A ocorrência deste tipo de “gagueira” não demora muito tempo para deixar de acontecer. Assim, caso persista por mais de 6 meses e/ou produza nos pais muito incômodo, é recomendável que um fonoaudiólogo especializado em linguagem seja consultado.

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O que é língua presa?

A expressão língua presa costuma ser usada pelas pessoas em referência a qualquer tipo de alteração na fala. Mas na verdade, a língua é “presa” quando a membrana que fica embaixo dela – chamada de freio lingual – é muito curta ou se fixa no assoalho da boca muito para frente (perto dos dentes inferiores), o que pode comprometer a elevação e projeção da língua, bem como seu movimento para mastigar e engolir. Em alguns casos, esta situação pode também alterar a produção de alguns sons da fala, em particular aqueles que dependem da elevação da ponta da língua. Mas esta dificuldade é observada na minoria dos casos. Dependendo da gravidade, o otorrinolaringologista ou o cirurgião dentista podem indicar uma frenectomia, que consiste em dar um “pique” para soltar cirurgicamente o freio lingual. Muitas pessoas, no entanto, convivem muito bem com a língua presa, sem apresentarem problemas para falar, mastigar ou deglutir. Outras superam as dificuldades com a ajuda de exercícios fonoaudiológicos.

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Que tipo de problema escolar a Fono atende?

A fonoaudiologia é o campo ocupado pelos distúrbios de linguagem, o que inclui a escrita. Assim, qualquer dificuldade para ler e escrever não superada por meio de recursos pedagógicos merece ser avaliada por um fonoaudiólogo especializado em linguagem. Há crianças que apresentam problemas escolares (dificuldades na escrita, na realização dos deveres de casa ou problemas no comportamento em sala de aula) que podem decorrer de algum sofrimento emocional. No entanto, é muito comum hoje em dia que, em função da desatenção e dos problemas para aprender, tais crianças sejam rapidamente diagnosticadas como tendo TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) e/ou dislexia. Deste modo, é muito importante que os pais procurem um profissional apto a avaliar a criança de uma maneira mais abrangente, levando em conta também os aspetos emocionais que podem interferir no aprendizado. Neste caso a avaliação feita por um Psicanalista é recomendada.

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Dizem que falo muito baixo. Tem como melhorar?

Uma voz de baixa ou alta intensidade está relacionada tanto a fatores físicos (tamanho da laringe e estrutura física da pessoa) quanto a fatores subjetivos, como o temperamento, o modelo vocal familiar a que foi exposta, etc. Estes aspectos podem limitar as mudanças no volume da voz, mas ainda assim é possível modificá-lo a partir de um trabalho de impostação vocal. Este trabalho consiste em equilibrar as forças musculares envolvidas na produção da voz (nem tão tensa, nem tão relaxada), usar a respiração de modo mais eficiente durante a produção da voz e ajustar sua projeção com melhor uso dos nossos amplificadores naturais.

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Há crianças que demoram a começar a falar por preguiça?

Dizer que uma criança não fala porque tem preguiça é um engano porque supõe que a fala depende de uma decisão da criança. É importante ressaltar que a fala é uma atividade inconsciente e está fora do controle tanto da criança quanto dos pais. Demorar a falar pode estar dentro de uma variação normal, recuperável com o tempo – são os falantes tardios – ou pode sinalizar a existência de algum problema nesse processo de estruturação da criança como falante (de subjetivação). Sendo assim, a demora para começar a falar ou outros problemas relacionados à fala merecem a apreciação de um fonoaudiólogo especializado em linguagem.

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Como é a terapia de Fono com criança pequena?

A terapia com crianças pequenas acontece a partir de qualquer atividade entre a criança e o clínico, pois o que é terapêutico em uma sessão não está no quê se faz com a criança mas, sim, na fala dirigida a ela, no que é possível fazer com o que a criança fala, enfim, na relação entre a fala do clínico e da criança. Mesmo quando a criança ainda não fala com palavras, o clínico vai atuar sobre a fala que advém do corpo, significando com sons e palavras o que vem da criança.

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Aprender mais de uma língua ao mesmo tempo pode trazer problemas para a criança?

A vivência de duas ou mais línguas não é em si problemática para as crianças, tanto que elas aprendem sem esforço a falar as línguas a que são expostas. Problemas podem surgir quando este tipo de vivência deixa de ser natural, quando há uma atitude de cobrança ou de ansiedade por parte dos pais. A criança exposta a mais de uma língua pode apresentar erros na fala e na escrita que refletem uma certa mistura entre as línguas, mas estas dificuldades deverão ser superadas tal como acontece com as dificuldades enfrentadas pelas crianças que falam uma única língua.

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