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Psicanálise

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Psicanálise

O que é Psicanálise?

A Psicanálise é o campo de atuação clínico criado por Freud que propõe tratar o sofrimento psíquico das pessoas através da fala. Nas sessões de Psicanálise com adultos pede-se ao paciente que fale livremente o que lhe vem à mente, sem se preocupar com a organização lógica de seu discurso. Assim, ao falar sobre lembranças e sentimentos, ao relatar fatos, pensamentos e sonhos, enfim, ao associar suas ideias livremente, o paciente tem a chance de surpreender-se com o que diz e de se deparar com verdades sobre si mesmo até então não enunciadas. O psicanalista, por sua vez, escuta o que o paciente fala, mas o faz de uma maneia muito particular já que se vale de uma escuta teoricamente orientada– e aqui me refiro especificamente à teoria criada por Freud e levada à diante por Lacan. Esta escuta vai além do conteúdo trazido pela fala do paciente, não se atém no sentido comunicativo do que ele diz. Deste modo, uma frase no meio de uma longa fala, uma palavra que se repete, ou que aparece sem querer no lugar de outra, ou que apresenta mais de um sentido, podem tocar a escuta do analista e produzir uma interpretação. O processo de análise leva o paciente a uma mudança de posição pessoal e na relação com os outros e, com isso, à eliminação ou ao alívio dos sintomas causadores de sofrimento psíquico.

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Para que serve a psicanálise?

Em geral o que leva uma pessoa a procurar um psicanalista é o desejo de eliminar algum tipo de sofrimento, que é sempre particular e afeta a vida das pessoas em graus variados. Um sofrimento pode manifestar-se como: tristeza, desânimo, ansiedade, insegurança, medos, problemas com o sono, excesso de ciúmes, sentimento frequente de raiva, dentre outros. O sofrimento também pode se manifestar fisicamente, através de dores constantes no corpo, problemas na pele, algum tipo de alergia, dentre outros sintomas. É importante assinalar que a Psicanálise não se reduz a esta faceta terapêutica de eliminação do sintoma e serve pra que o sujeito possa extrair consequências daquilo que faz parte dele, que no geral ele desconhece e que não necessariamente corresponde ao que esperam dele.

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Como é uma sessão de Psicanálise? O que dizer ao psicanalista nas sessões análise?

O psicanalista pede para que o paciente fale livremente, este é o convite fundamental. Fale o que for possível, desejável, tolerável no momento. Mas na cena analítica o que o paciente fala não se resume a informações e relatos a respeito de acontecimentos de sua vida. Isto porque a palavra ganha uma dimensão viva, uma certa autonomia pois aquele que fala nunca é muito senhor do que diz. Falando ao analista o paciente tem a oportunidade de dizer coisas sobre si que podem surpreendê-lo e afetar sua posição na vida. O psicanalista se coloca na posição de destinatário desta fala, de provocador do discurso do paciente e é este discurso que vai fazendo com que algo a mais do sujeito se apresente por meio da palavra.

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Depressão

A depressão é um tipo de sofrimento que se manifesta com graus e sintomas variáveis entre as pessoas. Dificuldade com o sono, falta de apetite ou compulsão por comida, problema com dores no corpo, distensões frequentes, tristeza permanente são alguns dos sintomas recorrentes, mas a perda do prazer na vida é o sintoma central na depressão.

Para a Psicanálise os sintomas depressivos estão relacionados às respostas que o sujeito vai dar para o que dele é esperado, ao modo como o sujeito se posiciona frente às demandas de sua vida. O sujeito deprimido perde a relação com o seu desejo, ou seja, não consegue fazer escolhas, tomar decisões na vida a partir de uma posição subjetiva comprometida com seus sentimentos desejantes.

A depressão tem estreita relação com dois aspectos atuais da nossa cultura: com o luto e com a preservação da imagem de si. O luto se refere a qualquer processo em que se tem que renunciar a um objeto. É o trabalho de reconstituição da relação com algo que se perdeu, substituindo-o simbolicamente por outro. Neste sentido, o luto não se limita à morte de alguém. Há luto de fases da vida, relacionamentos, amizades, empregos, formas do corpo, etc. A depressão pode decorrer de um luto mal feito ou, ainda, de um luto que não foi reconhecido como tal, de modo que o sujeito pode não se dar conta de que está deixando de fazer um certo trabalho para elaborar sua perda. As exigências de produtividade, adaptação e felicidade próprias da vida moderna são desfavoráveis ao tempo e trabalho necessários para que os sujeitos vivenciem seus lutos.

Por sua vez, a preservação da imagem de si leva o sujeito a se ocupar consigo mesmo, a se julgar, se observar, se medir, e este sentimento, muito forte em nossa cultura, é incompatível com a relação do sujeito com o desejo. Isto porque a preservação da imagem própria não combina com o sentimento de que não somos tão bem acabados assim, fazendo com que o excesso de zelo com a auto imagem, a luta para não se frustrar e não falhar afetem a relação do sujeito com o que lhe falta, portanto, como que ele deseja.

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Ansiedade, medo e angústia

Atualmente estima-se que entre 5 e 10% da população apresente sintomas de ansiedade. A experiência clínica mostra que os quadros de ansiedade são perfeitamente tratados, com bons resultados, pela Psicanálise. Pode-se definir a ansiedade fazendo uso de um quadro gradativo e comparativo de sentimentos. Enquanto o medo, em geral, está ligado a um objeto que podemos nomear frente ao qual nos sentimos ameaçados e sabemos o que é (medo de ladrão, medo de animais, medo de perder o emprego), na ansiedade, por sua vez, o objeto começa a ficar impreciso, não sabemos bem do que temos medo, há uma indeterminação, mas sabemos algo sobre isso que está para acontecer. A ansiedade tem a ver com expectativa demais, com querer muito alguma coisa e não saber se ela vai acontecer, ou, ao contrário, com não querer que alguma coisa aconteça mas não saber como evitar. Ainda nesta escala, a angústia está além da ansiedade. É marcada pela impossibilidade de nomeação do que se sente e se manifesta como pânico.

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Pânico

Na perspectiva psicanalítica, o pânico seria uma extrema manifestação de angústia despertada pelo confronto súbito do sujeito com seu desamparo. Nós, seres humanos, somos desamparados por natureza: podemos morrer a qualquer momento e, na vida, não há garantia para nada. No entanto, isso não nos impede de levarmos a vida incorporando os riscos inerentes a ela. Há pessoas que, ao invés de subjetivar a condição de desamparo insuperável, vivem a ilusão de um ideal protetor onipotente, que garantiria a estabilidade do mundo, do mundo psíquico, que estaria protegido das incertezas, da falta de garantia, longe da angústia. Assim, a perda do ideal protetor ou o medo da perda do amor é o desencadeador do pânico para estes sujeitos que não conseguem lidar com esta condição de desamparo. A Psicanálise pode ajudar o paciente com sintomas de pânico levando-o a se implicar em seu sofrimento, a questionar sobre o que se passa com ele, a falar, a procurar dar sentido a partir da sua própria história a isto que lhe parece totalmente sem sentido: os ataques súbitos de pânico. O trabalho psicanalítico tem em vista levar o paciente à subjetivação do desamparo, até então encoberto por um ideal protetor onipotente que garantiria ao sujeito a estabilidade de um mundo organizado, longe das incertezas e faltas de garantias da vida.

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Fobias

As fobias são um tipo de sintoma em que as pessoas apresentam medo muito forte dirigido a um objeto, que pode ser um animal, um ambiente, uma coisa, uma situação. É comum aparecerem em crianças, quando elas estão se organizando na sua relação com a família, com as leis. Fobias são soluções às exigências no processo de subjetividade que implica a relação simbólica com o pai – representante da lei – e com a mãe. A fobia é uma das maneiras básicas e originais que o sujeito encontra para dar conta da descoberta de que o mundo não gira em torno dele; de que a falta, o imprevisível, a impossibilidade de tudo saber fazem parte da vida.

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Problemas de aprendizagem

Dificuldades para atender às exigências escolares podem surgir já nos primeiros anos da vida escolar da criança e se manifestar de diferentes maneiras: na alfabetização, no aprendizado dos conteúdos em geral, no comportamento da criança em sala de aula, na organização, no relacionamento social com colegas, dentre outros. A primeira questão que se coloca é: por que esta criança não pode aprender? Esta questão exige pensar sobre o que estaria impedindo-a de se relacionar com os objetos de conhecimento. Sobre a posição ocupada por ela em relação ao outro. Sobre o lugar em que ela é colocada pelos pais. Embora a queixa da família e da escola recaia sobre habilidades e comportamentos, do ponto de vista da Psicanálise, sintomas desta natureza não são déficits, falhas ou desordens NA criança. Tais sintomas costumam dizer muito mais do que aquilo que falha e aparece como insucesso escolar. No geral, o que se manifesta é a ponta do ice-berg, vem acompanhado de outros problemas presentes fora do âmbito da escola e, sendo assim, pede um olhar mais amplo, uma compreensão do que estaria em sua base para que uma direção de tratamento se estabeleça.

Vale ainda ressaltar que na visão psicanalítica os sintomas que podem causar problemas de aprendizagem não são concebidos como transtornos de origem genética (neurobiológica). Portanto, os diagnósticos como TDAH, Dislexia, dentre outros presentes no DSM-V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) não orientam a conduta diagnóstica e de tratamento nesta clínica.

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Transtornos alimentares (anorexia, bulimia e obesidade)

Anorexia e, seu par, bulimia, são transtornos epidêmicos sérios porque colocam a vida do sujeito sob risco. Anorexia-bulimia é um quadro clínico único com manifestações diferentes em relação aos hábitos alimentares. Na anorexia, o paciente se recusa a ingerir o alimento. Na bulimia, a relação com o alimento é de outra ordem, marcada pela ingestão excessiva seguida de sua eliminação através do vômito provocado. A incidência deste quadro aumentou significativamente nos últimos anos, o que nos permite afirmar que o forte apelo midiático que exalta e idealiza o corpo magro na sociedade contemporânea explica a alta incidência deste transtorno.

Não é possível eliminar a separação entre o que o sujeito é, de um lado, e o que ele deveria ser segundo seus valores e ideais, de outro lado. Na anorexia-bulimia o sujeito sacrifica o que ele é, suas pulsões, em nome do ideal do corpo magro. É esta a lógica que determina a recusa à ingestão de alimento e a produção do vômito.

O tratamento da anorexia-bulimia depende da disponibilidade do paciente para a análise. Quando não há uma demanda vinda dele e a procura pelo tratamento resulta de uma pressão exercida por familiares ou outros profissionais devido aos riscos nutricionais, a alternativa pode ser a internação, com atenção às questões físicas e psíquicas.

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Para que serve o divã?

Para que uma sessão de Psicanálise aconteça o paciente precisa poder falar para um analista que irá escutar e interpretar sua fala a partir de uma posição de escuta clínica determinada pela teorização. Este encontro não depende do uso do divã para acontecer, mas quando o paciente está recostado no divã, sem precisar olhar para o psicanalista, é muito mais fácil se livrar das exigências típicas da situação de conversação e, assim, deixar as ideias virem livremente à mente e falar sem muita preocupação com o encadeamento lógico do que se diz. Em outras palavras, é muito mais fácil o exercício da associação livre, que é a técnica descoberta por Freud para o tratamento dos sintomas de seus pacientes. É por isso que o divã faz parte das sessões de Psicanálise.

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Quando procurar um psicanalista para uma criança?

O sofrimento psíquico se manifesta nas pessoas através dos mais variados sintomas e isto não é diferente com as crianças. No geral as crianças vão expressar seu sofrimento através de comportamentos não esperados ou não desejados pelos pais. Exemplos: xixi na cama, agressividade, birras frequentes e intensas, medos excessivos, isolamento, enfim, são inúmeros os comportamentos que dão notícias de que a criança precisa da ajuda de um psicanalista. A ausência da fala na idade em que se espera que uma criança comece a falar é sempre motivo de muita preocupação para os pais e também uma das razões que podem levar a família buscar ajuda de um psicanalista.

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Profissional

Sônia Araújo
Psicanalista

Fonoaudióloga graduada pela UNIFESP (1986), Mestre e Doutora em Linguística pela USP. Grande experiência clínica na avaliação e no tratamento de crianças que não falam ou cujas falas apresentam problemas em sua estruturação.

Psicanalista com formação pelo Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo. Participação do atendimento de crianças com dificuldades no laço social – autistas e psicóticas – a partir de um modelo de orientação psicanalítica denominado Prática entre Vários no Curso de Formação Complementar da DERDIC- PUC-SP.

Experiência na avaliação de crianças que não falam, com vistas ao diagnóstico diferencial entre os distúrbios de linguagem e outros quadros de sofrimento psíquico, como autismos e psicoses.

Atendimento de crianças autistas e psicóticas, a partir da orientação psicanalítica.

Atendimento psicanalítico de adultos, adolescentes e crianças com manifestações de sofrimento como: ansiedade, medo, luto, inibição, depressão, pânico, hiperatividade, agressividade, dentre outros.

Telefone: 11-9-7133-2496

Como chegar

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